sábado, 3 de outubro de 2009

domingo, 20 de setembro de 2009

"Ninguém é um estereótipo"

domingo, 26 de outubro de 2008

A tempestade vai passar!

Foi um misto de alegria em tristeza que senti ao vê-lo nesta manhã.
Era um atleta, mantinha bons hábitos, não fumava, não bebia, mas ironicamente foi surpreendido por uma tempestade. Ele já não pode mais correr ou jogar futebol com seus alunos – e nesta brincadeira cair e quebrar o braço.
O que vi nesta manhã foi apenas um corpo doente o homem preserva-se são.
Aprisionado àquela matéria, que já não responde mais a seus estímulos, existe um gigante.
Um brilho, intenso e raro, pode ser visto através de seus olhos, os ditos janelas da alma.
Uma confiança surpreendente pode ser vista em seu sorriso , um sorriso que pede calma e inspira fé.
Em seu olhar a há vida, há luz.
Mas o que prende este gigante e o impede de seguir e voltar a ser livre?
Respondo sem titubear: o amor.
O amor por sua Alice, o imenso amor que tem por ela.
O amor por suas meninas: a jovem, a forte e a maluca – a maluca que ele escolheu ser sua filha.
Qualquer um, até mesmo um gigante hesitaria em deixar pra traz tudo que com tanto amor construiu. Pois ele sabe que elas ainda precisam muito de sua calma, de sua sabedoria e da luz dos seus olhos.
Hoje saí daquela casa constrangida. Constrangida por perceber o quão pequenos nos tornamos à medida que deixamos de acreditar em certas coisas.
Em minhas mãos levava um exemplar das declarações que aquele homem fez aos seus . No caminho de volta, ao ler aquelas páginas, e lembrando do devotamento da amada Alice a seu homem acabei percebendo mais uma vez o óbvio, o clichê: existem belíssimas histórias – vividas - de amor.



Bem viver
(Roberto Affonso)

Tu
que
amas
muito
saberá
de certo
o que digo:
amar é bom.
Coração
que ama
forte
sabe
que
é.

Dia internacional do ócio.

Dia de culto ao ócio junto de alguns dos meus mais caros – e raros - amigos.
Merecido dia, merecia o dia e vivi-o intensamente: com direito a poemas que rimavam “flores e borboletas”, a mostrar a cor daquilo que não deve ser visto, a boa comida, boa cerveja, reencontros e muita, muita futilidade.
Estes momentos se tornam mais raros a medida que nos aproximamos dos trinta, pois estamos quaaaase lá, mas ainda há tempo pra muita diversão O_o

domingo, 28 de setembro de 2008

Sol de primavera

Bom enfim a tão esperada estação chegou. Sinalizando o fim do inverno e o início de uma nova temporada.
O fim inverno pra mim, marca um recomeço, onde terei novas chances, de fazer tudo novo e melhor.
E na minha fase “Clube da Esquina”, de paixão pelas Gerais, pelo Bituca e sua turma dos bailes da vida, escolhi esta canção do Beto Guedes que fala não só da primavera, mas de todas as chances que ela trás.
Do tempo de ver florecer aquilo que se germinou depois de um longo e triste inverno.
Tempo de colocar um espantalho no meio da plantação pra espantar os predadores, afim de que tenha tempo de brotar as coisas boas que as ervas daninhas, sufocaram dentro de mim.





Sol de Primavera
Composição: Beto Guedes / Ronaldo Bastos

Quando entrar setembro
E a boa nova andar nos campos
Quero ver brotar o perdão
Onde a gente plantou
Juntos outra vez

Já sonhamos juntos
Semeando as canções no vento
Quero ver crescer nossa voz
No que falta sonhar

Já choramos muito
Muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar
Uma nova canção
Que venha nos trazer
Sol de primavera
Abre as janelas do meu peito
A lição sabemos de cor
Só nos resta aprender

Clube da esquina e Minas Gerais

A paixão é bem antiga.
Mas neste momento, quando tão saudosa estou, de coisas que se passaram há muito tempo e de coisas que se passaram há dias atrás, que tanta saudade tenho dos meus amigos que tenho tido pouco tempo pra ver, re-descobri estas velhas canções.
Sempre tive paixão por Minas Gerais. Aliás, durante toda a minha infância, tudo o que eu mais queria era morar lá, depois durante a adolescência abortei a idéia por ter um orgulho danado de ser paulista e de achar que esta era a terra das possibilidades – como de fato é umas das poucas cidades do mundo onde se pode comer uma jaca, tomar uma cerveja, ir ao cinema e depois tomar um café tudo na mesma madrugada.
Bom hoje, um tanto quanto mais velha, volto a considerar a idéia, tendo em vista que a vida noturna e a badalação não têm me atraído tanto. Contudo creio que ainda não tenha chegado a hora de abandonar a Paulicéia desvairada, ainda estou absolutamente inserida no seu conceito de desvario, de agitação, de consumo e de pseudo-oportunidades.
Mas a paixão não surgiu por isso não. Começou no colégio quando me meti num coral e comecei a ouvir musica boa, música verdadeiramente boa e despretensiosa, mas feita e tocada com a alma. Desde essa época essa turma passou a ser minha predileta. Eu era mesmo uma adolescente estranha, deslocadona, não havia ninguém que ouvia Milton Nascimento aos 16 anos em 1996, mas como sempre eu quebro o protocolo:).
Minha amada Minas Gerais... Onde vive a maior parte de minha família, tanto materna como paterna, onde estão enterrados meus avós, de onde veio minha mãe e onde foi criado o Milton Nascimento, e toda a turma do
Clube da esquina. Sem contar em Clara Nunes, Drummond e pão de queijo, muito pão de queijo... Oh trem bão.
Bom o fato é que este é um dos meus discos prediletos, com a capa predileta, do meu cantor predileto e é o que mais tenho ouvido neste fim de inverno a espera do início da primavera enquanto vou e volto do Vale do Paraíba.
É um álbum que vale a pena ouvir, e fuçar em outras coisas também, como Beto Guedes, 14 Bis, Boca Livre, Ronaldo Bastos... e é claro o álbum Clube da Esquina 2.
Árdua tarefa a de escolher uma música, mas por hoje fico com Trem Azul... e o Sol na cabeçaaaaaaaaaaa

O Trem Azul
Composição: Lô Borges/Ronaldo Bastos

Coisas que a gente se esquece de dizer
Frases que o vento vem as vezes me lembrar
Coisas que ficaram muito tempo por dizer
Na canção do vento não se cansam de voar
Você pega o trem azul,
O Sol na cabeça
O Sol pega o trem azul,
Você na cabeça
Um sol na cabeça

sábado, 20 de setembro de 2008

Após cinco meses...

Bom em cinco meses minha vida mudou muito.
E eu não tenho tido tempo de escrever meus tresloucados devaneios que são lidos por meia dúzia de tresloucados.
Tenho que dizer que isso me faz muita falta, mas esta meia dúzia sabe a causa do meu sumiço das paradas de sucesso.
Minha vida tem sido um ir e vir entre a Megalópole desvairada e o Vale do Paraíba.
Não estou me queixando, pois tenho que me lembrar eu esperei quatro anos pelo emprego, e se ele finalmente veio tenho que ser suficientemente grata por isso.
Contudo não tenho tido uma rotina muito fácil. Nem preciso dizer o quanto estou cansada, pois alguns devem se lembrar que sou uma pessoa facilmente “cansável”.
Mas conforme as previsões do tempo tudo terá um final feliz.
Ao término de tudo isso deve haver uma felicidade né?
Foram muitos os vínculos perdidos. Foi muita coisa que tive que deixar pra trás.
Também foram muitos - e muito importantes - os que me deixaram de lado.
E foi muito leite derramado nos últimos cinco meses. O inverno pra mim é sempre muito infernal.
Mais muitas lições aprendidas a custa de muita tristeza: ninguém é de ninguém; nada é para sempre e a mais importante delas, não se perde o que nunca se teve.
Na verdade esta última resume todas.
Difícil é perceber e se contentar com o que realmente temos. Sempre queremos mais. Sempre queremos mais do que as pessoas podem nos dar. Sempre queremos em troca. Sempre queremos o troco.
Alguns dão troco em bala, outros ficam nos devendo mesmo e nem temos o direito de cobrar.
Alguns nos colocam de lado, outros nem isso o fazem e temos que re-encotrar nosso lugar.
Alguns simplesmente não são capazes de se dar, e quanto a isso não há o que possamos fazer.
Mas importante deve ser aquilo que importa, e neste momento me importo com quem se importa.
Por isso, como algumas “pessoas” me recomendaram, cortei todos os vínculos. Até mesmo porque, a dor da ausência é menor que a dor da espera. Eu odeio esperar. Mas a ficar sem estou acostumada. Fui muito bem condicionado a isso na infância.
Afinal por conta disso nem deveria estar me lamentando tanto.
E não deveria confundir assim assuntos distintos, sobre pessoas distintas, mas que me ferem da mesma maneira e me atingem da mesma forma. Me remetem a rejeição e a solidão infinita que sinti, sinto e que provavelmente sentirei até o fim.
Ninguém entendeu nada né?
Ótimo! Sinal que estou de volta e em boa forma :)