domingo, 26 de outubro de 2008

A tempestade vai passar!

Foi um misto de alegria em tristeza que senti ao vê-lo nesta manhã.
Era um atleta, mantinha bons hábitos, não fumava, não bebia, mas ironicamente foi surpreendido por uma tempestade. Ele já não pode mais correr ou jogar futebol com seus alunos – e nesta brincadeira cair e quebrar o braço.
O que vi nesta manhã foi apenas um corpo doente o homem preserva-se são.
Aprisionado àquela matéria, que já não responde mais a seus estímulos, existe um gigante.
Um brilho, intenso e raro, pode ser visto através de seus olhos, os ditos janelas da alma.
Uma confiança surpreendente pode ser vista em seu sorriso , um sorriso que pede calma e inspira fé.
Em seu olhar a há vida, há luz.
Mas o que prende este gigante e o impede de seguir e voltar a ser livre?
Respondo sem titubear: o amor.
O amor por sua Alice, o imenso amor que tem por ela.
O amor por suas meninas: a jovem, a forte e a maluca – a maluca que ele escolheu ser sua filha.
Qualquer um, até mesmo um gigante hesitaria em deixar pra traz tudo que com tanto amor construiu. Pois ele sabe que elas ainda precisam muito de sua calma, de sua sabedoria e da luz dos seus olhos.
Hoje saí daquela casa constrangida. Constrangida por perceber o quão pequenos nos tornamos à medida que deixamos de acreditar em certas coisas.
Em minhas mãos levava um exemplar das declarações que aquele homem fez aos seus . No caminho de volta, ao ler aquelas páginas, e lembrando do devotamento da amada Alice a seu homem acabei percebendo mais uma vez o óbvio, o clichê: existem belíssimas histórias – vividas - de amor.



Bem viver
(Roberto Affonso)

Tu
que
amas
muito
saberá
de certo
o que digo:
amar é bom.
Coração
que ama
forte
sabe
que
é.

Dia internacional do ócio.

Dia de culto ao ócio junto de alguns dos meus mais caros – e raros - amigos.
Merecido dia, merecia o dia e vivi-o intensamente: com direito a poemas que rimavam “flores e borboletas”, a mostrar a cor daquilo que não deve ser visto, a boa comida, boa cerveja, reencontros e muita, muita futilidade.
Estes momentos se tornam mais raros a medida que nos aproximamos dos trinta, pois estamos quaaaase lá, mas ainda há tempo pra muita diversão O_o